
Inserido em uma escola de rede internacional canadense, o playground do Maple Bear Arcoverde foi criado a partir de um diálogo direto com o território, a cultura e a identidade local. O projeto parte do entendimento de que o espaço de brincar pode atuar como extensão do processo educativo, conectando repertório global e pertencimento regional.
O playground assume o papel de manter as crianças conectadas às próprias origens, enquanto vivenciam um ambiente que estimula descoberta, movimento e imaginação.
O conceito do projeto foi transformado em percurso por meio da organização clara dos espaços, do desenho do piso e da escolha das cores. O playground começa com áreas marcadas por tons mais quentes e grafismos inspirados no Sertão, aplicados diretamente no piso emborrachado, ajudando a conduzir o deslocamento das crianças e a leitura do espaço. Esses desenhos criam referências visuais que orientam a brincadeira e reforçam a narrativa desde o primeiro contato.
Ao longo do trajeto, o espaço passa por uma transição gradual. As cores se tornam mais suaves e naturais, representando a Zona da Mata, enquanto os volumes, morrinhos e brinquedos estimulam a exploração, a escalada e o movimento contínuo. A disposição dos elementos foi pensada para manter o fluxo ativo, sem interrupções bruscas, permitindo que a criança percorra o playground de forma intuitiva.
O percurso se encerra na área que representa o litoral, marcada por tons mais frios e desenho orgânico. Nesse ponto, o piso, os brinquedos e a ambientação trabalham juntos para criar uma sensação de abertura e fluidez. Essa construção espacial organiza os usos, distribui os desafios de maneira equilibrada e transforma o playground em uma experiência completa, na qual conceito, funcionalidade, segurança e identidade caminham lado a lado.





A composição de brinquedos foi pensada como parte integrante da narrativa espacial. Elementos como geodésica, morrinho cúpula com túnel e escorregador, camas elásticas de diferentes diâmetros, Morrão Boomerang, baleia, pistinha, amarelinha circular e elementos educativos se distribuem ao longo do trajeto, criando pontos de desafio, permanência e interação.
Cada brinquedo se encaixa no cenário correspondente do percurso, reforçando o conceito do projeto e ampliando as possibilidades de movimento, coordenação e exploração.
O piso emborrachado EPDM estrutura todo o espaço, garantindo segurança, conforto e continuidade visual. O resultado é um playground que funciona como experiência completa, integrando arquitetura, cultura e infância em um ambiente coerente, sensível e conectado ao lugar.
Na Rubber Brasil, a consultoria começa com uma leitura cuidadosa do cliente, do uso do espaço e do contexto em que o projeto será inserido. Antes de qualquer definição formal, nossa equipe de arquitetos analisa a identidade da instituição, o público atendido, a rotina das crianças e a relação do playground com o entorno. Esse processo orienta decisões de layout, circulação, escolha de brinquedos, cores e materiais, garantindo coerência entre conceito, uso e experiência.
A partir dessa base, o conceito do projeto se constrói como um percurso que traduz o território pernambucano. Localizada em Arcoverde, cidade que marca a transição para o Sertão, a escola inspirou um desenho que parte do interior e segue em direção ao litoral. Elementos como mandacarus, referências ao Vale do Catimbau e cores mais intensas aparecem no início do trajeto, enquanto tons mais naturais e a presença da baleia conduzem o percurso até o mar. O resultado é um playground que incorpora geografia e cultura de forma sutil, criando uma narrativa espacial integrada à vivência das crianças.

As cores desempenham papel central na leitura do projeto e reforçam a narrativa proposta para o espaço. Tons como Yellow, Melon Yellow, Orange, Rose e Wine Red aparecem nas áreas que remetem ao Sertão, traduzindo o clima mais seco e a intensidade da paisagem. À medida que o percurso avança, entram em cena Beige, Mouse Grey, Light Grey e Pearl, criando uma transição visual mais neutra e conectada à Zona da Mata e ao Vale do Catimbau. Já os tons de azul, como Sky Blue e Rainbow Blue, passam a dominar a composição na área final, representando o litoral e o mar, enquanto Signal Green e Patina Green acompanham o percurso como referência à vegetação. A escolha da paleta foi pensada para guiar o deslocamento das crianças pelo espaço, usando a cor como elemento de orientação, narrativa e experiência.
















Rio de Janeiro, RJ

Curitiba, PR

Rio de Janeiro, RJ

Curitiba, PR

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Curitiba, PR

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Belém do Pará, PA
